20 novembro 2017

No Teu próprio tempo e do Teu próprio modo

“Meu Deus, tranca-me na Tua vontade, prende-me no Teu amor e na Tua Sabedoria, atrai-me para Ti mesmo. Nunca farei coisa alguma quando a razão mais forte para fazê-la for somente minha própria satisfação. Eu desejo Tua Vontade e Teu Amor. Eu me entrego cegamente a Ti. Confio em Ti. Tu realmente me queres na solidão? Então conduze-me para lá e purifica o caminho de toda a minha vontade própria e de meus próprios desejos. Confio cegamente em Ti, qualquer que seja a escuridão, quaisquer que sejam meus temores. Conduz-me para fazer todas as coisas no Teu próprio tempo e do Teu próprio modo.”
(Fissus. 2003), pág. 43

13 novembro 2017

Fizemos o que devíamos fazer

“Para sermos perfeitos devemos ter ideias concretas e justas e fazer esforços para viver à altura das mesmas. Deve haver algumas normas e alguns padrões gerais aplicáveis a todos, servindo de ‘regras’ universais a serem seguidas por todos e cada um em sua vida particular. Tais regras jamais deverão ser pouco estimuladas ou negligenciadas. O fato de dedicarmos algumas páginas a reflexões sobre essas normas gerais e amplas, que constituem a base da doutrina espiritual, não significa uma tentativa de compor um método seguro para nos tornarmos santos. Estamos simplesmente recordando o ensinamento fundamental da Igreja sobre o caminho que leva à perfeição.”

(Herder. 1965), pág. 55

06 novembro 2017

Fome diante do banquete

“Temos fome das palavras transformadoras que nos vem de Deus, palavras ditas em segredo ao nosso espírito e portadoras de nosso inteiro destino. Acabamos por não viver de nada mais senão dessa voz. A nossa contemplação enraíza-se no mistério da Providência divina e na sua atualidade. A Providência não pode mais ser para nós uma abstração filosófica. Ela não é uma agência sobrenatural a prover-nos de roupa e mesa no devido tempo. É ela mesma que se torna alimento e vestuário nosso. A nossa vida são as próprias decisões misteriosas de Deus.”

(Verus, 2003). p. 72
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“We hunger for the transforming words of God, words spoken to our spirit in secret and containing our whole destiny in themselves. We come to live by nothing but this voice. Our contemplation is rooted in the mystery of Divine Providence, and in its actuality. Providence can no longer be for us a philosophical abstraction. It is no longer a supernatural agency to provide us with food and clothing at the right time. Providence itself becomes our food and our clothing. God’s mysterious decisions are themselves our life."
No man is an island
(Harvest Book, 1995), p.69

“Tenemos hambre de las palabras transformadoras que nos vienen de Dios, palabras dichas en secreto a nuestro espíritu y que contienen todo nuestro destino. Terminamos por no vivir más que de esa voz. Nuestra contemplación está arraigada en el misterio de la Divina Providencia y su realidad. La Providencia ya no puede ser para nosotros una abstracción filosófica. No se trata de una agencia sobrenatural que nos provee de alimento y ropa a su debido tiempo. La misma Providencia es nuestro alimento y nuestra ropa. La decisiones misteriosas de Dios son ellas mismas nuestra vida.”
Los hombres no son islas
Traducción SAFTM – Brasil

30 outubro 2017

A semente e o fermento

"Mantenha seus olhos puros, seus ouvidos silenciosos e sua mente serena. Respire o ar de Deus. Trabalhe, se possível, sob seu céu.

Mas, se for obrigado a viver numa cidade, a trabalhar com máquinas, a andar de metrô, a comer em lugares onde o rádio o ensurdece espalhando notícias espúrias e a comida destrói-lhe a vida, onde os sentimentos dos que o rodeiam envenenam de tédio o seu coração, não seja impaciente: aceite tudo com amor de Deus e como uma semente de solidão plantada em sua alma. Se você for abalado por essas coisas, manterá seu apetite pelo silêncio vivificante do recolhimento. Mas, enquanto isso, mantenha a compaixão para com os homens que se esqueceram do conceito mesmo de solidão. Você ainda pode ter a esperança dessa alegria. Eles nem mais a esperam."

Novas sementes de contemplação
(Vozes, 2017) pág. 89


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The seed and the yeast
"Keep your eyes clean and your ears quiet and your mind serene. Breathe God’s air. Work, if you can, under His sky.But if you have to live in a city and work among machines and ride in the subways and eat in a place where the radio makes you deaf with spurious news and where the food destroys your life and the sentiments of those around you poison your heart with boredom, do not be impatient, but accept it as the love of God and as a seed of solitude planted in your soul. If you are appaled by those things, you will keep your appetite for the healing silence of recollection. But meanwhile-keep your sense of compassion for the men who have forgotten the very concept of solitude. You, at least, know that it exists, and that it is the source of peace and joy. You can still hope for such joy. They do not even hope for it any more."
New seeds of contemplation
(New Directions Books, 2007), p.86-87
La semilla y la levadura
"Mantén limpios tus ojos, tranquilos tus oídos y sereno tu espíritu. Respire el aire de Dios. Trabaja, si puedes, bajo su cielo.Pero, si has de vivir en una ciudad y trabajar entre máquinas, viajar en subterráneo y comer en un sitio donde la radio te ensordece con noticias falsificadas, la comida destruye tu vida y los sentimientos de los que te rodean emponzoñan tu corazón de tedio, no te turbes, sino acéptalo como el amor de Dios y como semilla de soledad sembrada en tu alma y alégrate de ese sufrimiento. Si te apabullan esas cosas, mantendrás tu apetito por el silencio vivificante des recogimiento. Pero mientras tanto mantén la compasión hacia los hombres que se han olvidado del concepto mismo de soledad. Todavía puedes tener la esperanza de esa alegría. Ellos ya ni siquiera la esperan."
Semillas de contemplación
(E.D.H.A.S.A., p. 24 hasta sufrimiento. Luego, traducción SAFTM-Brasil)

23 outubro 2017

A nossa contribuição

"A vontade de Deus quanto a nós não é só que sejamos as pessoas que Ele nos destinou a ser, mas que tomemos parte nesse trabalho de criação e O ajudemos a fazer de nós as pessoas que Ele quer que sejamos."
Agir, 6ª Ed. 1976, pág. 72